Ecofeminismo: por que essa trilha existe agora
Trilha Ecofeminismo e Crise Ambiental · Introdução
Em qualquer semana é possível abrir o noticiário e encontrar as mesmas duas notícias lado a lado: um recorde de temperatura ou um desastre ambiental, e uma denúncia de violência contra mulheres. O ecofeminismo nasce da recusa em tratar essas duas notícias como assuntos diferentes.
A ideia central é simples de enunciar e difícil de aceitar por completo: a exploração da natureza e a exploração do corpo das mulheres vêm do mesmo processo histórico. Não é uma metáfora, é uma tese sobre como o capitalismo se formou, quem pagou o preço dessa formação, e por que esse preço continua sendo cobrado hoje.
Esta trilha reúne três pensadoras que chegam a essa ideia por caminhos diferentes. Silvia Federici mostra como a caça às bruxas na Europa moderna não foi um episódio isolado de superstição, mas parte do processo de expropriação que separou os trabalhadores da terra e transformou o corpo das mulheres em território a ser controlado. Vandana Shiva parte da Índia rural para mostrar como a mesma lógica que destrói a biodiversidade das sementes também apaga os saberes de quem cultiva a terra há gerações, majoritariamente mulheres. Ivone Gebara, do Brasil, une teologia e ecologia para perguntar o que significa pensar o sagrado quando a vida na Terra está ameaçada.
Nenhuma das três fala de vitimização. Falam de um sistema que precisou tornar invisível o trabalho reprodutivo, os comuns e os saberes locais para poder se expandir, e de como reconhecer essa história é o primeiro passo para pensar outra coisa.
Por que agora? Porque a crise climática deixou de ser um cenário distante e virou administração do cotidiano, e porque essa crise recai de forma desigual sobre quem já carregava o trabalho invisível de sustentar a vida. Entender ecofeminismo não é aderir a uma pauta, é ganhar um instrumento para ler o presente com mais precisão.
Esta trilha começa com uma aula em vídeo e segue por conceitos já presentes no Atlas do NEXO: acumulação primitiva, trabalho reprodutivo, soberania alimentar, monocultura da mente, comuns e ecofeminismo. Ao final, três autoras deixam de ser apenas citadas e passam a ter perfil próprio na plataforma, ao lado de Marx, Freire e Gramsci.
Referências desta seção
FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. Tradução Coletivo Sycorax. São Paulo: Editora Elefante, 2017.
SHIVA, Vandana. Terra viva: minha vida em uma biodiversidade de movimentos. São Paulo: Boitempo, 2024.
Referências
- FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. Tradução Coletivo Sycorax. São Paulo: Editora Elefante, 2017.
- SHIVA, Vandana. Terra viva: minha vida em uma biodiversidade de movimentos. São Paulo: Boitempo, 2024.
Declaração de uso de IA
Texto elaborado com apoio de IA (Claude, Anthropic). Curadoria, revisão e responsabilidade editorial: Laís Luz. A IA não figura como autora.
Como citar este artigo
LUZ, Laís Machado Ribeiro. Ecofeminismo: por que essa trilha existe agora. Revista NEXO, 2026.
Luz, L. M. R. (2026). Ecofeminismo: por que essa trilha existe agora. Revista NEXO, .
