A cada vitória, a natureza se vinga de nós.Dialética da Natureza · Friedrich Engels
Engels não via a natureza como cenário parado, e sim como processo, contradição e transformação. E enxergou, cedo, o preço de tratá-la como mero recurso.
Conjunto de manuscritos escritos nos anos 1870 e publicados só em 1925, a obra tenta pensar as ciências naturais com o método dialético. Inacabada, é desigual, mas guarda intuições que o tempo tornou urgentes.
A vingança da natureza
Engels alerta: cada vitória técnica sobre a natureza traz consequências não previstas que se voltam contra nós. Desmatar para plantar, e perder o solo; dominar um rio, e provocar a seca. É um dos textos fundadores do pensamento ecológico.
O trabalho que fez o humano
No ensaio sobre o papel do trabalho na transformação do macaco em homem, Engels propõe que foi o trabalho coletivo, e a mão e a linguagem que ele desenvolve, que nos tornou humanos. A natureza e a história não estão separadas.
O trabalho criou o próprio homem.Dialética da Natureza · Friedrich Engels
Uma obra inacabada e profética
O NEXO não esconde os limites: são manuscritos incompletos, presos à ciência do seu tempo. Mas a leitura ecológica de Marx e Engels, retomada hoje por Foster e Saito, encontra aqui uma de suas fontes mais claras.
Cada vitória técnica que ignora a natureza gera efeitos que se voltam contra a sociedade. Raiz do pensamento ecológico.
O aviso de Engels reaparece na crítica ecológica contemporânea, da ruptura metabólica ao ecossocialismo.
O trabalho como metabolismo entre humanidade e natureza, o que nos formou e o que podemos romper.
Mais de um século antes da crise climática virar manchete, Engels já dizia que dominar a natureza sem entendê-la é preparar a própria conta. A Dialética da Natureza é uma ponte direta para o ecossocialismo.
Fundamentos do Marxismo.
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